Creativity Talks | “Future Foods – Foods for the Future” pelo Prof. António Vicente (U.Minho)

A 18ª Creativitity Talk será dada por António Vicente, Professor Catedrático da U.Minho e investigador reconhecido, nacional e internacionalmente, pela sua imensa contribuição científica nas áreas da Biotecnologia e Bioengenharia Alimentar. Nesta palestra, iremos descobrir como tendências como clean label, alimentos funcionais e proteínas alternativas, aliadas a tecnologias como inteligência artificial e agricultura celular, estão a transformar a forma como comemos e produzimos alimentos.
Uma excelente oportunidade para perceber como podemos melhorar a saúde das pessoas e do planeta, e fazer parte desta mudança!

Transmissão online no dia 5 de março, às 17:30, no canal Youtube das Creativity Talks.

A moderação estará a cargo da Prof. Cláudia Gomes Silva, do Departamento de Engenharia Química e Biológica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Sobre a Palestra:

“Houve uma mudança significativa nas preferências, aceitação e necessidades dos consumidores nos últimos dez anos, que foi particularmente forte nos últimos cinco anos. As “principais tendências” são: Alegações de pureza (por exemplo, sem conservantes); Rótulos de pureza; Melhoradores do estilo de vida (por exemplo, alimentos altamente energéticos); Alimentos funcionais (por exemplo, com função nutracêutica); Alimentos minimamente processados (por exemplo, utilizando ingredientes naturais tanto quanto possível) e os chamados “alimentos verdes” (aproveitando os benefícios das plantas – por exemplo, substituição de proteínas animais por outras fontes de proteína).
Juntamente com esta mudança, existem dois grandes problemas relacionados com os alimentos que ingerimos: I) garantir a alimentação, a saúde e o bem-estar das pessoas e II) garantir a saúde do nosso planeta.
Ao responder ao problema I), os alimentos do futuro precisam de combater a desnutrição, reduzir a densidade calórica, reduzir a digestibilidade dos alimentos, aumentar a biodisponibilidade de micronutrientes, controlar a saúde intestinal, permitir uma nutrição personalizada e fornecer alimentos adequados para os idosos.
Para responder ao problema II), precisamos utilizar um conjunto de ferramentas para o futuro: biologia molecular, nanotecnologia, inteligência artificial, robôs e sensores, a chamada “agricultura celular” e a busca por fontes alternativas de proteínas.
Nesta palestra, serão apresentados os últimos desenvolvimentos realizados pelo nosso grupo de investigação para enfrentar alguns destes desafios, juntamente com a nossa visão sobre o que ainda precisa de ser feito e quais as parcerias importantes para nos levar ao futuro dos alimentos, produzindo alimentos para o futuro.”

Sobre o Orador:

António Vicente licenciou-se em Engenharia Alimentar pela Universidade Católica Portuguesa em 1994, obteve o seu doutoramento em 1998 e fez a sua habilitação em 2010 em Engenharia Química e Biológica pela Universidade do Minho. É professor no Departamento de Engenharia Biológica, que dirigiu antes das suas nomeações subsequentes como vice-reitor da Faculdade de Engenharia e diretor do Colégio de Doutoramento dessa universidade. Atualmente, é Reitor da Faculdade de Engenharia.
António Vicente é Membro Sénior e Especialista em Engenharia Alimentar pela Associação de Engenheiros Portugueses.
Como investigador, dedicou o seu trabalho ao desenvolvimento de sistemas micro e nanotecnológicos para aplicação no setor agroalimentar, à avaliação do seu comportamento em sistemas dinâmicos de digestão in vitro e ao estudo da influência da aplicação de campos elétricos em células e biomoléculas.
Publicou mais de 380 artigos em revistas internacionais ISI WOS, mais de 30 capítulos em livros de circulação internacional, mais de 400 artigos em congressos, 5 patentes e editou 5 livros científicos, obtendo um índice h de 95. Ganhou os Prémios Alimentação e Nutrição em 2015 e 2017 na categoria I&D. Durante seis anos (2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023), foi distinguido como Investigador Altamente Citado pela Clarivate Analytics e, nos últimos cinco anos (2020, 2021, 2022, 2023 e 2024) integrou a lista dos 2 % dos investigadores mais citados, de acordo com a lista publicada pela Universidade de Stanford. Em 2021, recebeu o Prémio de Mérito Científico da Universidade do Minho e o Diploma de Mérito Científico da Escola de Engenharia da Universidade do Minho anualmente desde 2021.

Provas de Doutoramento em Engenharia Informática “A Live Environment for Continuous Software Inspection and Refactoring”

Candidata:
Sara Filipa Couto Fernandes

Data, Hora e Local:
5 de maio de 2025, às 14:00, na Sala de Atos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Presidente do Júri:
Doutor Rui Filipe Lima Maranhão de Abreu, Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Vogais:
Doutor Fabio Palomba, Assistant Professor of Software Engineering (SeSa) Lab, Department of Computer Science, University of Salerno, Itália;
Doutor António Manuel Ferreira Rito da Silva, Professor Associado, Departamento de Engenharia Informática, Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa;
Doutor João Carlos Pascoal Faria, Professor Catedrático, Departamento de Engenharia Informática, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto;
Doutor Ademar Manuel Teixeira de Aguiar, Professor Associado, Departamento de Engenharia Informática, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (Orientador).

A tese foi coorientada pelo Professor André Monteiro de Oliveira Restivo, Professor Associado do Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Resumo:

“Desenvolver software é complicado. Revê-lo, alterá-lo ou adaptá-lo é ainda mais difícil. Um mau design pode, rapidamente, levar à degradação do software, em que cada modificação pode criar uma codebase rígida e frágil. Neste sentido, evoluir um sistema destes torna-se quase impossível e a única solução é aplicar refactorings, no momento certo, para o melhorar. Na maioria das vezes, os programadores decidem refactorizar o seu código em etapas avançadas do desenvolvimento do mesmo, o que faz com que a maioria dos problemas nele presentes sejam já impossíveis de serem ignorados. Assim, os programadores tentam inspecionar o seu source code em busca de code smells e possíveis refactorings, de forma a trazer mais clareza ao design dos seus programas. É aqui que os programadores se apercebem que necessitam de ajuda, na forma de ferramentas específicas, que por vezes são excessivamente complexas e difíceis de usar. Apercebem-se, igualmente, que caso tivessem cuidado do seu código atempadamente talvez não tivessem estes problemas e poderiam continuar a desenvolver os seus sistemas sem quaisquer “dores de cabeça”. Neste processo de escrever e evoluir código, a metáfora de “mudança de chapéus” entre coding e a aplicação de refactorings deve ser adotada frequentemente, se não constantemente. Neste sentido, hipotisámos que um live refactoring environment, em que são apresentadas sugestões de refactoring em tempo real, é capaz de ajudar os programadores a estarem continuamente cientes das oportunidades de refactoring, tornando-as mais fáceis de executar quando ainda se tem o source code sob-controlo. Este ambiente de desenvolvimento tem em conta diversas métricas de qualidade de código, em tempo-real. Com esta abordagem, verificámos ser possível detetar code smells, fornecendo live feedback e apresentando visualmente possíveis candidatos de refactoring, de forma discreta e elegante para o programadores, sem estes terem de deixar o conforto do seu IDE. Mostramos que, ao aprimorar um IDE já existente recorrendo a mecanismos de refactoring, em tempo-real, podemos ajudar os programadores a compreender, adaptar e manter o seu software de uma forma mais controlada e rápida, permitindo-lhes produzir melhor código, com maior qualidade, mais rapidamente.
Neste sentido, com este trabalho, resultaram as seguintes contribuições: (i) uma extensa análise do estado da arte referente aos tópicos principais deste projeto, (ii) um live refactoring environment capaz de inspecionar o código para identificar, sugerir e aplicar possíveis refactorings, (iii) uma validação empírica composta por diferentes abordagens que nos permitiu obter dados que suportassem a veracidade da nossa abordagem e (iv) um conjunto de publicações científicas que resumem todo o trabalho efetuado. Embora este trabalho apresente contribuições significativas, existem áreas que podem ser futuramente exploradas. Podemos melhorar aspetos específicos do nosso Live Refactoring Environment, como incluir suporte para mais refactorings ou reduzir o tempo de processamento para código mais complexo. Além disso, trabalhos futuros podem envolver a previsão do impacto destes refactorings nas métricas de qualidade, podendo ainda haver o aperfeiçoamento da usabilidade da ferramenta, incluindo testes que incluam utilizadores daltónicos.”