DEI Talks | “Safer Software with Liquid Types” pelo Prof. Alcides Fonseca

A palestra intitulada “Safer Software with Liquid Types”, será apresentada pelo Prof. Alcides Fonseca no dia 4 de fevereiro, às 15:00, na sala B006, com a moderação do Prof. José Campos (DEI).

Sobre a Palestra:

“In a world where LLM-generated code is being produced at a faster pace than human written code, verification is more important than ever. Liquid Types (refining types with logical predicates, e.g. {x:Int | x > 10}) have been around for 17 years now but, despite their many applications, they haven’t taken off. In this talk we will answer why (PLDI’25), based on user interviews we conducted, relating them to other verification tools such as Interactive Theorem Provers and Design-by-Contract approaches like Dafny. Finally, we will see how our research group is addressing those challenges in both LiquidJava and Aeon.”

Sobre o Palestrante:

Alcides Fonseca é Professor Associado na Universidade de Lisboa, onde lidera a linha de investigação em Sistemas de Software Fiáveis. Em paralelo com a sua atividade principal como Professor Associado na Universidade de Lisboa, Alcides tem trabalhado, ao longo dos anos, para e com várias startups, incluindo a fundação de uma empresa júnior. Em qualquer uma dessas funções, Alcides utiliza uma combinação de linguagens de programação (Python, Haskell, Lean, Scala) e outras desenvolvidas pelo seu grupo de investigação, como a linguagem de programação Aeon, que gera automaticamente código com base em Programação Genética e Tipos Líquidos.

Provas de Doutoramento em Media Digitais (PDMD): ”Cultivando a empatia digital: o potencial da produção de narrativas áudio”

Candidata:
Ivone Manuela Neiva Santos

Data, Hora e Local:
29 de janeiro de 2026, 14:30, Sala de Atos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Presidente do Júri:
Doutor António Fernando Vasconcelos Cunha Castro Coelho, Professor Associado com Agregação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Vogais:
Doutora Marisa Rodrigues Pinto Torres da Silva, Professora Catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa;
Doutora Maria Madalena da Costa Oliveira, Professora Associada do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho;
Doutora Maria José Lisboa Brites de Azeredo, Professora Associada com Agregação da Faculdade de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação da Universidade Lusófona;
Doutora Ana Isabel Crispim Mendes Reis, Professora Associada do Departamento de Ciências da Comunicação e da Informação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Orientadora);
Doutor Ricardo José Pinheiro Fernandes Morais, Professor Auxiliar do Departamento de Ciências da Comunicação e da Informação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

A tese foi coorientada pelo Doutor José Manuel Pereira Azevedo, Professor Catedrático do Departamento de Ciências da Comunicação e da Informação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Resumo:

A empatia, definida como a compreensão e partilha do estado emocional de outrem, é tida como fundamental para o bem-estar pessoal e para a coesão social. A sua presença tem sido associada a comportamentos pró-sociais e o seu défice a uma maior propensão para comportamentos agressivos. Trata-se de um constructo multidimensional, que integra dimensões cognitivas e afetivas, e intervenções educativas parecem influir positivamente no seu desenvolvimento. Embora se pense que é sobretudo a empatia cognitiva que é sensível à educação, a componente afetiva aparenta beneficiar do conteúdo emocional das atividades. Hoje, a empatia é considerada uma literacia crítica para o ‘cidadão digital’, mas a investigação sobre o tema sugere que a empatia digital, ou online, é mais baixa do que a empatia offline. Tendências como a desatenção, a dessensibilização e a desinibição, estimuladas pela internet, parecem condicioná-la. O facto de a capacidade empática parecer desenvolver-se sobretudo até ao final da adolescência sublinha a importância de se explorarem estratégias que a estimulem ao longo do percurso educativo, por maioria de razão numa era em que a tecnologia digital impregna crescentemente todas as dimensões da vida social. Deste cenário emerge a necessidade de se aprofundar o conhecimento sobre a empatia digital e refletir sobre estratégias educativas para a promover, traduzindo-se nos objetivos que orientaram esta tese. A investigação que a sustenta inclui uma revisão da literatura sobre empatia e sobre as metodologias usadas no seu estudo e promoção. Engloba também uma análise que se pretende crítica do lugar dos ecrãs no quotidiano dos jovens e das diferentes abordagens à relação da empatia com a tecnologia digital. Constituindo o som um veículo privilegiado para a conexão emocional, com características que o tornam resiliente aos ambientes digitais, a revisão abarca ainda uma exploração da literatura sugestiva das possibilidades oferecidas pelos estímulos auditivos e pela narrativa áudio na promoção da empatia.
Suportada nesta revisão, a investigação empírica abrange um estudo descritivo e outro quasi-experimental, envolvendo três instituições educativas de diferentes níveis de ensino e estudantes na faixa etária da adolescência (10-24 anos). 279 estudantes participaram no estudo descritivo e 228 no estudo quasi-experimental, dos quais 76 integraram o grupo experimental. O estudo descritivo mediu e comparou a empatia e a empatia digital dos participantes, através de um inquérito por questionário, construído a partir da adaptação de escalas de autorrelato usadas na investigação sobre empatia nesta faixa etária. No estudo quasi-experimental, foi avaliado o impacto de um programa educativo, concebido a partir da exploração das possibilidades oferecidas pelo som e pela narrativa. Suportado no modelo de aprendizagem baseada na experiência, o programa testado recorre à Educação para os Media com o objetivo de conciliar a aprendizagem técnica com a aprendizagem socioemocional. Organiza-se em dois módulos. O primeiro consiste num conjunto de dinâmicas de grupo em torno do tema da empatia e da sua relação com os ambientes digitais e com estímulos auditivos. O segundo considera o processo de produção de narrativas áudio com conteúdo emocional. O impacto da intervenção foi avaliado quantitativamente, através de um inquérito pré e pós-teste, e qualitativamente, pela análise das narrativas e de outros textos produzidos pelos participantes ao longo do programa.
Globalmente, os resultados do estudo descritivo revelam que a empatia digital é mais baixa do que a empatia e que a componente afetiva é mais baixa do que a componente cognitiva em ambas as escalas. Mostram também que as raparigas apresentam níveis mais elevados nos dois casos. Já a idade parece ser diferenciadora na empatia, mas não na empatia digital, com os resultados a sugerirem que esta não aumenta significativamente ao longo da adolescência, ao contrário daquilo que acontece com a empatia. Sustentam assim a necessidade de se programarem intervenções educativas para a estimular desde os primeiros anos da adolescência e abordando-a na sua multidimensionalidade. O impacto quantitativo da participação no programa avaliado no estudo quasi-experimental não se revelou significativo. Não obstante, a análise qualitativa dos dados sugere que ele constituiu uma oportunidade para a experimentação de práticas empáticas diferenciadas, afirmando-se como um instrumento facilitador da conciliação da aprendizagem técnica com o desenvolvimento da empatia, aplicável a diferentes fases da adolescência, níveis de ensino e contextos educativos.
As conclusões desta investigação reiteram as preocupações expressas na literatura sobre os impactos dos ambientes digitais no desenvolvimento da empatia entre os jovens e sugerem o potencial de programas baseados na produção de narrativas áudio com conteúdo emocional para promover a empatia em contexto educativo, enfrentando as condicionantes que lhe são colocadas pelos ambientes digitais. Com base nestas conclusões, os contributos desta investigação incluem a publicação de um manual, com o objetivo de permitir a disseminação do modelo educativo testado, e de um instrumento de medição da empatia e da empatia digital validado em língua portuguesa, que é, tanto quanto sabemos, o primeiro questionário do género que destaca os estímulos sonoros.

Palavras-chave: empatia digital; produção áudio; narrativa; educação.

Provas de Doutoramento em Media Digitais (PDMD): ”Hibridismo Urbano-Digital e Bem-Estar Social: Estratégias para Fortalecer a Conexão Social nas Cidades”

Candidato:
Acilon Himercírio Baptista Cavalcante

Data, Hora e Local:
26 de janeiro de 2026, 14:30, Sala Professor Joaquim Sarmento (G129) do DECG da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Presidente do Júri:
Doutor António Fernando Vasconcelos Cunha Castro Coelho, Professor Associado c/ Agregação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Vogais:
Doutora Isabel Alexandra Reis Gonçalves Ferreira, Investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra;
Doutora Ivone Marília Carinhas Ferreira, Professora Auxiliar do Departamento de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa;
Doutora Ana Isabel Barreto Furtado Franco de Albuquerque Veloso, Professora Catedrática do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro;
Doutor José Manuel Pereira Azevedo, Professor Catedrático do Departamento de Ciências da Comunicação e da Informação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Orientador);
Doutora Maria Van Zeller de Macedo de Oliveira e Sousa, Professora Auxiliar Convidada do Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e Investigadora do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

Resumo:

Esta tese investiga a promoção do bem-estar social nas cidades a partir do conceito de hibridismo urbano-digital, o qual considera indissociáveis, no contexto urbano, as interações sociais e espaciais de natureza física e/ou digital. Partindo de uma revisão integrativa de literatura, foram identificados e categorizados indicadores capazes de avaliar, de forma mais abrangente, a eficácia de políticas públicas voltadas para a qualidade de vida em contextos urbanos mediados por tecnologia.
A revisão dos indicadores combinou metodologias tradicionais — como a utilizada no World Happiness Report, publicado pelas Nações Unidas — com métricas relacionadas à saúde física e mental, participação comunitária, perceção de segurança e vitalidade cultural, incorporando ainda variáveis emergentes derivadas do uso de meios digitais. A metodologia de investigação adaptou o mapeamento e a análise crítica desses indicadores à Cartografia da Felicidade de Marichela Sepe, aplicada a contextos de hibridismo urbano-digital, associada a experimentos empíricos de digital placemaking.
Foram conduzidos estudos de caso e experiências de digital placemaking nas cidades do Porto e da Póvoa de Varzim, envolvendo comunidades locais, instituições religiosas e escolas, explorando a mediação tecnológica como catalisadora de vínculos sociais e de ativação de espaços públicos. Mapas de calor das interações, combinados com dados qualitativos recolhidos no terreno, permitiram relacionar padrões de ativação urbana com a morfologia e a paisagem da cidade.
Como principal resultado, a investigação propõe três métricas centrais para a avaliação do bem-estar social em cidades híbridas: Sentimento de Pertencimento, Sentimento de Lugar e Sentimento de Comunidade, analisados nas suas dimensões urbanas, digitais e híbridas.
A principal contribuição consiste na formulação de um modelo integrado de avaliação do bem-estar social urbano, que combina métricas presenciais e digitais e oferece um referencial operativo para o planeamento urbano e para a formulação de políticas públicas, com o objetivo de promover cidades mais inclusivas, participativas e orientadas para o bem-estar coletivo.

Ensinar a querer aprender: Rui Rodrigues distinguido com Prémio de Excelência Pedagógica no Dia da FEUP 2026

Vivemos tempos em que a motivação para descobrir e criar parece estar ameaçada, pela facilidade com que as máquinas nos oferecem a informação, já organizada e interpretada. Se a máquina parece saber tudo por nós, coloca-se uma questão central ao ensino atual: para quê aprender?

É neste contexto que o papel do Professor é cada vez mais posto à prova. E é precisamente a esta questão que Rui Rodrigues, docente do Departamento de Engenharia Informática (DEI), afirma que “a satisfação intrínseca de descobrir coisas, de criar coisas, de fazer coisas acontecer, de entender o que as faz funcionar, e de partilhar isso com os seus semelhantes, humanos naturais”, é a resposta mais óbvia.

Esta visão da educação levou-o a ser distinguido com o Prémio de Excelência Pedagógica, entregue no Dia da FEUP, celebrado no passado dia 13 de janeiro. Pelo segundo ano consecutivo, um docente do DEI recebe esta distinção, afirmando a consistência e a qualidade do trabalho pedagógico desenvolvido no departamento.

Num contexto em que quem quer aprender pode, muitas vezes, fazê-lo de forma autónoma, Rui Rodrigues defende que o verdadeiro desafio do ensino é: ensinar a gostar de aprender.
“A indiferença hoje em dia é demasiado comum nos estudantes, pelo que interpreto este prémio mais como um reconhecimento dos vários esforços em combater essa indiferença, do que propriamente de um sucesso nesse desafio, que nunca está ganho. Nesse sentido, é um prémio certamente devido a muitos de nós (alguns até mais merecedores), que se esforçam continuamente por encontrar novas formas de fazer a mensagem não só chegar ao destinatário, mas ser interiorizada.”

Essa abordagem tem marcado de forma decisiva o percurso de muitos estudantes. Teresa Matos, orientanda de doutoramento e colega, recorda que foi nas aulas práticas de Computação Gráfica que encontrou a sua área de interesse: “Foi nas aulas práticas do Rui em Computação Gráfica que encontrei a minha área de interesse, e foi depois no Núcleo Estudantil de Computação Gráfica, com o seu apoio constante, que encontrei o meu caminho na FEUP.” Destaca ainda a dedicação incansável do docente, tanto aos estudantes como aos colegas, bem como a sua constante procura por inovação pedagógica. “Ver a sua dedicação incansável dia após dia incentiva-me a esforçar-me por ser uma melhor educadora e investigadora. Considero-o um verdadeiro exemplo de como se ser um excelente Professor.”

Também Pedro Silva, antigo estudante e orientando de mestrado, sublinha não apenas o rigor científico, mas a dimensão humana do docente. Ao longo do seu percurso académico, encontrou em Rui Rodrigues um professor sempre disponível para esclarecer dúvidas e partilhar conhecimento, mas foi durante a dissertação que reconheceu um acompanhamento particularmente marcante. “Foi um auxílio tremendo durante a escrita do documento, seja pelas sugestões acertadas quanto à sua estrutura e conteúdo, como também pelos conselhos que frisou ao longo do processo.” A calma, o humor e a empatia são traços que Pedro destaca como fundamentais para ultrapassar os momentos mais exigentes do percurso académico. “Não há muitos docentes, investigadores e seres humanos como o professor Rui, e espero que continue na FEUP durante muitos anos.

Para Rui Rodrigues, ensinar continua a ser, acima de tudo, um exercício profundamente humano. Num mundo cada vez mais automatizado, o papel do professor passa por mostrar que aprender não é apenas acumular respostas, mas desenvolver curiosidade, pensamento crítico e vontade de criar — para que os estudantes não fiquem apenas ligados à máquina, mas também uns aos outros.

A atribuição deste prémio, concedido ex aequo à Professora Beatriz Oliveira, do Departamento de Engenharia e Gestão Industrial (DEGI), reconhece não apenas o percurso individual do docente, mas também uma forma de estar no ensino que valoriza a pedagogia como espaço de descoberta, relação e construção de sentido.

Dia da FEUP 2026 – 189 anos de história, pessoas e conhecimento

O Auditório José Marques dos Santos irá receber no dia 13 de janeiro, as comemorações do Dia da FEUP 2026,  com a apresentação da jornalista Carla Ascenção e palestra “Dar ao Pedal” por Jorge Sequeira.

Com o lema “Um dia de todos, para todos“, o programa inclui um conjunto alargado de atividades abertas à comunidade interna e externa, com o objetivo de reforçar a união da comunidade académica e celebrar as conquistas que consolidam o papel da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto como referência nacional e internacional.

A tarde será, uma vez mais, dedicada à homenagem aos membros da comunidade que mais se destacaram ao longo do último ano. Pelo segundo ano consecutivo, um docente do DEI é distinguido com o Prémio de Excelência Pedagógica, algo merecedor de destaque.

Os homenageados e premiados do DEI:

Prémio de Excelência Pedagógica 

Rui Pedro Amaral Rodrigues

Prémio de Reconhecimento Científico

João Pedro Carvalho Leal Mendes Moreira

Luís Paulo Gonçalves dos Reis

Prémio de Reconhecimento Pedagógico 

Alexandra Sofia Ferreira Mendes

André Monteiro de Oliveira Restivo

António Augusto de Sousa

Gonçalo da Mota Laranjeira Torres Leão

Nuno Filipe Gomes Cardoso

Nuno Honório Rodrigues Flores

Renato Borges Araujo Moura Soeiro

Menções de Desempenho Excelente

Marisa Isabel Magalhães Brandão Silva

Aposentados e Jubilados

António Augusto de Sousa

António Miguel Pontes Pimenta Monteiro

DEI Talks | “Great Opportunities for Brazil: Brazilian Microcontroller with RISC-V Architecture and Microelectronics Residency – IC Brazil Innovation Project” pelo Prof. João Baptista Martins

A palestra intitulada “Great Opportunities for Brazil: Brazilian Microcontroller with RISC-V Architecture and Microelectronics Residency – IC Brazil Innovation Project”, será apresentada pelo Prof. João Baptista Martins no dia 20 de janeiro, às 14:30, na sala B006, com a moderação do Prof. Rosaldo Rossetti (DEI).

Sobre a Palestra:

O objetivo desta palestra é apresentar os principais projetos que estão a ser desenvolvidos no Brasil na área da Microeletrónica. O primeiro trata da formação e desenvolvimento de recursos humanos, denominado Residência em Microeletrónica – IC Brasil Inovação, e o segundo trata do projeto, desenvolvimento e implementação de hardware e software de um microcontrolador de 32 bits com arquitetura RISC-V e comunicação BLE (BlueMacaw).

Sobre o Palestrante:

João Baptista dos Santos Martins é licenciado (1984) e mestre (1993) em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Maria/Brasil. É doutorado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Brasil, com especialização em Microeletrónica (2001). Concluiu um pós-doutorado no Instituto de Engenharia e Sistemas Informáticos, Investigação em Lisboa (INESCID)/Portugal (2015). É líder do Grupo de Microeletrónica da UFSM e professor titular no Departamento de Eletrónica e Computação da UFSM. É Investigador de Desenvolvimento Tecnológico (DT) no CNPq. É coordenador geral da SMDH (Santa Maria Design House) e coordenador do Curso de Especialização em Microeletrónica da UFSM. Tem experiência e publicações nas áreas de Engenharia Elétrica e Computação, com ênfase em hardware, trabalhando principalmente nos seguintes tópicos: microeletrónica, FPGA, VHDL, Baixo Consumo de Energia, Microcontroladores e Projeto de Circuitos Integrados Tolerantes à Radiação.

DEI Talks | “A Journey Through Cybersecurity: Research on IDPS for NC enabled systems and Real-World Automotive Security Challenges” por Reza ParsaMehr

A palestra “A Journey Through Cybersecurity: Research on IDPS for NC enabled systems and Real-World Automotive Security Challenges” será apresentada pelo Dr. Reza ParsaMehr, no dia 17 de dezembro, às 17:00, na sala B021.

Resumo:

“My journey in cybersecurity began in the classroom. For more than five years, I served as a university lecturer and faculty member in Iran, teaching and supervising students in computer networks, network security, and secure system design. My path then moved into advanced research, where I contributed to the EU Horizon 2020 SECRET project funded under Horizon Europe’s Marie Skłodowska-Curie Actions programme. I developed some intrusion detection and prevention mechanisms for network coding–enabled 5G mobile small cells.
Transitioning to industry introduced a new reality, where cybersecurity directly affects safety, regulation, and large-scale engineering. Today, as Security and Privacy Team Leader at Aumovio Engineering Solution, I work as a security and privacy specialist and oversee blue-team, penetration testing, and cybersecurity maintenance across automotive platforms while ensuring compliance with ISO/SAE 21434, UNECE R155/R156.
In this keynote, I’ll introduce my research on intrusion detection and prevention mechanisms for network-coding–enabled systems, followed by an overview of real automotive cybersecurity challenges and potential solutions.”

Sobre o Palestrante:

Dr. Reza ParsaMehr é especialista em cibersegurança com experiência como docente universitário, investigador e líder em segurança industrial. É doutorado em Segurança em Telecomunicações e atualmente lidera o Departamento de Segurança e Privacidade da Aumovio Engineering Solutions, com foco em cibersegurança automóvel, design de arquitetura segura e conformidade regulamentar.

Creativity Talks | “Neurorobotics: Connecting the Brain, Body, and Environment” por Jeffrey L. Krichmar

A décima sétima sessão das Creativity Talks contará com o professor Jeffrey L. Krichmar, especialista em neurorobótica e neurociência computacional da Universidade da Califórnia, Irvine, como orador principal, apresentando “Neurorobótica: Ligando o Cérebro, o Corpo e o Ambiente“.
A palestra terá lugar  no dia 4 de dezembro de 2025, às 17:30, e será moderada por Armando Sousa (DEEC).

Resumo:

“Os neurorobots são robots cujos sistemas de controlo seguem os aspetos estruturais e dinâmicos do sistema nervoso. Os seus cérebros artificiais podem ser completamente sondados e gravados à medida que o robot interage com o mundo. Os princípios de design neurorrobótico dividem-se em três categorias que seguem os organismos naturais: primeiro, eles devem reagir de forma decisiva a eventos sensoriais. Segundo, eles devem ter a capacidade de se adaptar, aprender e lembrar ao longo da sua vida. Terceiro, devem ponderar as diferentes e, por vezes, conflitantes opções que são cruciais para a conclusão de tarefas. Seguir estes princípios pode não só aumentar a nossa compreensão de como as respostas cerebrais levam a um comportamento flexível, mas também pode levar a sistemas mais inteligentes. Nesta palestra, descreverei o campo da neurorobótica e, em seguida, apresentarei estudos de caso de interação com neurorrobôs que se concentram em como a neuromodulação e as neurohormonas podem influenciar o afeto, a aprendizagem e o comportamento.”

A palestra será transmitida online:
https://www.youtube.com/live/dsu-P174zHQ

Sobre o Palestrante:

Jeffrey L. Krichmar received a B.S. in Computer Science in 1983 from the University of Massachusetts at Amherst, a M.S. in Computer Science from The George Washington University in 1991, and a Ph.D. in Computational Sciences and Informatics from George Mason University in 1997. He spent 15 years as a software engineer on projects ranging from the PATRIOT Missile System at the Raytheon Corporation to Air Traffic Control for the Federal Systems Division of IBM. From 1999 to 2007, he was a Senior Fellow in Theoretical Neurobiology at The Neurosciences Institute. Since 2008, he has been a Professor in the Department of Cognitive Sciences and the Department of Computer Science at the University of California, Irvine. Krichmar has over 20 years of experience designing adaptive algorithms, creating neurobiologically plausible neural networks, and constructing brain-based robots whose behavior is guided by neurobiologically inspired models. He has over 160 publications and holds 9 patents. His work has been funded by the Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), Intelligence Advanced Research Projects Activity (IARPA), National Science Foundation, and the Air Force Office of Scientific Research. Additionally, he has worked with industry on sponsored research contracts from Qualcomm, Northrup Grumman Corporation, and Toyota Motor North America. He is a Senior Member of IEEE and the Society for Neuroscience. He recently published a book, “Neurorobotics: Connecting the Brain, Body, and Environment” that lays out principles for designing intelligent systems.

DEI Talks | “From Digital Media to Generative AI: The Augmented Environments Lab at Georgia Tech” pelo Prof. Jay Bolter

A palestra “From Digital Media to Generative AI: The Augmented Environments Lab at Georgia Tech” será apresentada pelo Prof. Jay Bolter, no dia 20 de novembro, às 16:30, na sala D101 (anteriormente anunciada na I-105), e será moderada pelo Prof. António Coelho (DEI).

A palestra terá também transmissão online:

DEI Talks | “From Digital Media to Generative AI: The Augmented Environments Lab at Georgia Tech” by Prof. Jay Bolter | Meeting-Join | Microsoft Teams

Resumo:

“For more than 25 years, I have been working with students and colleagues at the Georgia Institute of Technology on the history, theory, and practice of digital media. Highlights of that work include projects in our Augmented Environments Lab exploring virtual, augmented, and mixed reality—particularly in the contexts of cultural heritage, entertainment, and personal expression. My interest in the role of digital media within the broader history of media has led to papers and books such as Remediation: Understanding New Media (1999), co-authored with Richard Grusin, and Reality Media: Augmented and Virtual Reality (2021), co-authored by Blair MacIntyre and Maria Engberg. In my presentation, I will review this body of work and suggest how it connects to current research with students, with a particular focus on generative AI. In harvesting billions of words and images from the internet, generative AI performs an algorithmic remix—or remediation—of all the digitized and digital media of the past.”

Sobre o Palestrante:

Jay David Bolter é agora Professor Emérito na Georgia Tech. Em 2025, reformou-se como Wesley Chair of New Media e codiretor do Augmented Environments Lab. Tem dado inúmeras palestras na América do Norte e na Europa e foi Professor Convidado na Universidade de Malmö, na Suécia. Os seus livros incluem Remediation (com Richard Grusin), Windows and Mirrors (com Diane Gromala), The Digital Plenitude e Reality Media (com Blair MacIntyre e Maria Engberg). CV (PDF).

SINF 2025: concluída mais uma edição da Semana de Informática

Por Álvaro Paralta, SICC, FEUP

“Palestras, workshops e sessões de problem solving. Estas foram algumas das dinâmicas da última edição da Semana de Informática (SINF), organizada pelo Núcleo de Informática da Associação de Estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (NIAEFEUP). A iniciativa decorreu entre os dias 21 e 24 de outubro, na Faculdade de Engenharia, e contou com a presença de mais de 20 empresas.

Ao longo dos quatro dias as empresas interagiram livremente com os estudantes da FEUP a partir das respetivas bancas, distribuídas pelo corredor principal da faculdade. Mas não só. Para além da feira de emprego propriamente dita, o programa contemplou ainda workshops, palestras, sessões de problem solving e um jantar de networking entre as empresas com um maior nível de patrocínio no evento e os estudantes convidados.

Segundo Diogo Fernandes, presidente do NIAEFEUP, o balanço geral do evento é “bastante positivo”. “Ficámos com a perceção de que as empresas, de uma forma geral, estavam bastante satisfeitas. E o feedback que tivemos, tanto dos formadores como dos palestrantes, foi de que os estudantes participaram bastante nas suas dinâmicas – sempre muito interessados e participativos”, comenta.

“Para nós, organizar uma SINF é termos a oportunidade de trazer temas novos para os estudantes, assim como proporcionar-lhes mais um momento de contacto com as empresas. Isto é claramente algo em que a FEUP se destaca, de uma forma geral – a facilidade com que conseguimos atingir o tecido empresarial. Há sempre muitas Feiras de Emprego e dinâmicas com empresas que potenciam esta relação. E termos uma dinâmica deste tipo só dedicada à Engenharia Informática é muito importante”, reflete Diogo Fernandes.

Entre as temáticas abordadas na SINF estiveram a Inteligência Artificial, Transformação Digital, Cibersegurança, Computação Quântica, Desenvolvimento de Carreira e Empreendedorismo. “Notamos que esta tem sido uma área que tem surgido cada vez mais – não só pela procura crescente dos estudantes, mas também pelo que temos visto nos eventos em que temos participado”, explica Diogo.

Houve ainda espaço para novidades, como foi o caso das sessões de problem solving e o jantar de networking. “O contacto que uma empresa tem com um estudante, através de uma feira de emprego costuma ser relativamente rápido e não dá para falar e aprofundar muita coisa. Tendo isto em conta, preparámos estas dinâmicas que acreditamos terem permitido um contacto pormenorizado entre a empresa e o estudante”, partilha o presidente do NIAEFEUP.

“Com as sessões de problem solving, proporcionámos às empresas um momento para observarem de perto a capacidade dos estudantes resolverem desafios. Por um lado, conseguimos que os estudantes tivessem um momento mais descontraído; por outro, as empresas puderam ver as suas skills de uma forma muito prática – não só no que respeita à resolução do desafio em si, mas também as suas competências de trabalho em equipa, comunicação e liderança”, explica Diogo Fernandes.

Já o jantar de networking foi também desenvolvido em moldes mais personalizados. As empresas com maior nível de patrocínio tiveram a possibilidade de convidar diretamente os estudantes que de alguma forma as tenham impactado positivamente durante a interação na respetiva banca. Este momento permitiu que as relações entre a entidade empregadora e o possível candidato pudessem ser aprofundadas, fazendo com que os interesses e oportunidades mútuas pudessem ser averiguadas de uma forma mais informal e com mais tempo.

O NIAEFEUP organizou esta edição da SINF no rescaldo do Encontro Nacional de Estudantes de Informática, que aconteceu em abril, na FEUP. “Isto foi um desafio acrescido, porque se tratou de um evento muito grande em que estivemos todos muito dedicados. Isto fez com que acabássemos por arrancar com a SINF um bocado mais tarde”, partilha o estudante. “Foi desafiante, mas já tínhamos um plano bem definido. Acabámos por ficar com bastante experiência do encontro e isso ajudou-nos”.

Com os olhos já a apontar ao futuro, entre os objetivos do NIAEFEUP estão ainda a dinamização, ao longo do ano, de mais sessões de formação com empresas. “Queremos estar mais presentes no processo de formação dos estudantes, indo ao encontro das suas necessidades. E é nisso em que estamos a trabalhar”, conclui Diogo.

Mais informações aqui.”