Estudantes DEI/DCC em destaque no Prémio Incentivo 2026 da U.Porto

A Universidade do Porto revelou os vencedores do Prémio Incentivo 2026, distinguindo os estudantes que, no seu primeiro ano de percurso académico, alcançaram desempenhos excecionais no ano letivo 2024/2025. Entre os 23 premiados, a área da Engenharia Informática e Computação, lecionada conjuntamente pela FEUP e pela FCUP, destacou-se de forma particularmente expressiva.

Os estudantes distinguidos com o Prémio Incentivo 2026 incluem Rodrigo Roque (19,43 valores) e Guilherme Cunha (19,43 valores), ambos da Licenciatura em Engenharia Informática e Computação (L.EIC), que registaram a média mais alta entre todos os novos estudantes da U.Porto; Filipe Zheng (19,3 valores), da Licenciatura em Inteligência Artificial e Ciências de Dados (L:IACD); Gustavo Bastos (19,05 valores) e também António Morais (18,55), igualmente estudantes da L.EIC, premiados pelo desempenho destacado no seu primeiro ano.

O Prémio Incentivo, atribuído aos melhores estudantes do 1.º ano das 15 faculdades, representa não apenas um reconhecimento público de mérito, mas também um incentivo ao percurso académico futuro, sendo equivalente à propina anual de cada curso. Esta distinção será formalmente entregue na Sessão Solene do Dia da Universidade 2026.

Com desempenhos de excelência claramente acima da média, os estudantes de Engenharia Informática e Computação continuam a afirmar-se numa das áreas mais fortes e promissoras da U.Porto.

+ informação: Notícias.UP

ADN DEI | Daniel Freitas – da Tecnologia à Ação pelo Clima

Natural de Lamego, Daniel Freitas sempre ouviu os pais dizerem que tinha perfil para seguir Medicina, mas foi a Tecnologia que acabou por determinar o seu percurso pessoal e profissional.

Alumnus do Mestrado Integrado em Engenharia Informática e Computação da FEUP, Daniel trilhou um percurso marcado pela inovação, pelo serviço público e por um compromisso com a sustentabilidade. Durante o percurso académico, destacou-se pela intensa representação estudantil, tendo presidido à Federação Académica do Porto (FAP) e à Associação de Estudantes da FEUP (AEFEUP), além de ter integrado o Conselho Geral da Universidade.

Recentemente, desempenhou o cargo de Diretor para a Neutralidade Carbónica na Porto Ambiente, coordenando projetos estratégicos de impacto climático como o Pacto do Porto para o Clima e a Missão Europeia das 100 Cidades Inteligentes e com Impacto Neutro até 2030. O seu percurso profissional tem sido fortemente influenciado pela inovação e pela transição digital, tendo desempenhado funções de adjunto da vereação do Ambiente, Transição Climática e Inovação na Câmara Municipal do Porto, onde consolidou experiência em serviços ao cidadão e sistemas de informação.

Paralelamente, é docente na Faculdade de Economia da U.Porto (FEP) mantendo uma ligação profunda à Universidade do Porto.

Distinguido com o Prémio de Cidadania Ativa da U.Porto, Daniel Freitas é hoje uma voz reconhecida na confluência entre inovação, sustentabilidade e serviço público.

Conheça melhor Daniel Freitas em: Alumni Mundus_Casa Comum

Prémio Prática Pedagógica Inovadora 2026 premeia docentes do DEI e a sua Sala de Aula do Futuro

O Prémio Prática Pedagógica Inovadora (PPI), promovido pela Unidade de Inovação Educativa da Reitoria da U.Porto, distingue anualmente iniciativas que apresentem uma abordagem pedagógica sólida, bem estruturada e fundamentada, capaz de incentivar a participação ativa dos estudantes, integrar recursos inovadores e contribuir para a melhoria global do ensino e da aprendizagem.

Este ano o Prémio PPI distinguirá 6 projetos, de 11 docentes, que serão galardoados no próximo dia 23 de março, durante a Sessão Solene do Dia da Universidade 2026.

Entre eles está o curso “Colocar os Alunos em Primeiro Lugar: Conceber a Sala de Aula do Futuro”, dos docentes do DEI, António Coelho, Manuel Firmino Torres e Kira Gama Rocha.

António Coelho explica-nos que o curso constitui uma prática pedagógica inovadora centrada na aprendizagem ativa, colaborativa e interdisciplinar, concebida no âmbito do consórcio europeu European University Alliance for Global Health (EUGLOH) e implementada na Universidade do Porto.

A iniciativa combina metodologias de design thinking, gamificação e problem-based learning num formato intensivo de hackathon educativo, onde participantes de diferentes áreas, níveis de formação e nacionalidades co-criam propostas para reimaginar as salas de aula do futuro.
O modelo promove competências transversais essenciais, em particular pensamento crítico, criatividade, comunicação intercultural e colaboração, num ambiente que simula ecossistemas de inovação reais.

A prática foi avaliada através de inquéritos quantitativos e qualitativos, revelando elevados níveis de satisfação, perceção de desenvolvimento pessoal e valorização da dimensão humana e reflexiva do processo. Este curso posiciona-se como um protótipo replicável de educação transformadora, centrada nos estudantes, com impacto mensurável tanto na aprendizagem individual como na cultura institucional.

Todos os projetos premiados podem ser conhecidos na notícia recente publicada pela Universidade do Porto.

Estará a IA a criar uma crise de identidade para os programadores?

O avanço da Inteligência Artificial (IA) a um ritmo sem precedentes, está a redefinir profundamente o trabalho dos engenheiros de software, bem como a forma como estes percecionam a sua própria identidade profissional. Esta transformação esteve recentemente em destaque no artigo “AI is creating an identity crises for coders: “I focused on this one thing, and now it doesn´t matter anymore.””da Business Insider, que contou com contributos do Prof. Jorge Melegati, docente e investigador do Departamento de Engenharia Informática (DEI) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

A forma como trabalhamos em engenharia de software está a mudar a passo deste ritmo acelerado. Nos últimos meses, empresas tecnológicas de referência começaram a adotar ferramentas de IA que já escrevem grande parte do código que antes ocupava longas horas dos programadores. O papel destes profissionais passou, muitas vezes, de criadores de código a supervisores de IA, o que faz com que a forma como estes percecionam a sua própria identidade profissional esteja também a sofrer profundas alterações.

Segundo o Prof. Melegati, muitos engenheiros de software escolheram esta profissão pelo prazer de “construir coisas”, de transformar ideias em algo real através do código. É esse ato criativo, e por vezes até artesanal, que alimentou a identidade de gerações de programadores. Agora, ao verem a IA assumir grande parte dessa construção, alguns sentem que “o seu trabalho se está a tornar mais simples e, por consequência, menos gratificante”.

O Professor explica que, historicamente, tarefas como testar e validar software foram vistas como menos prestigiantes do que criar código de raiz. E é justamente para essas tarefas que muitos profissionais estão a ser empurrados à medida que os agentes de IA evoluem. Esta mudança pode gerar desconforto, sobretudo entre aqueles que definiram a sua identidade profissional com base na criação.

Apesar disso, a investigação citada no artigo aponta que o trabalho em engenharia de software não vai desaparecer, vai sim transformar se. As projeções nos EUA mostram que funções ligadas ao desenvolvimento e qualidade de software deverão crescer 15% até 2034, muito acima da média de outras profissões. A exigência será diferente, mas continuará a haver necessidade de engenheiros com pensamento crítico, capacidade de análise e visão sistémica.

Para o Professor, esta transição abre uma discussão fundamental: o que significa ser engenheiro de software quando o código já não é o centro do trabalho? Em vez de afastar a tecnologia, defende que devemos olhar para este momento como uma oportunidade. Ao libertar os profissionais das tarefas mais repetitivas, a IA pode permitir que se concentrem no que realmente importa: compreender problemas complexos; dialogar com utilizadores; pensar soluções; e tomar decisões fundamentadas.

A reflexão trazida pelo Prof. Jorge Melegati lembra-nos que a engenharia não é apenas técnica; é, antes de tudo, humana. E é nesse ponto, na interseção entre tecnologia e significado, que o DEI e a FEUP continuam a marcar presença na investigação internacional.

Foto: Getty Images através do artigo da Business Insider

DEI Talks | “Accelerating ML for Science Applications” pela Prof. Seda Ogrenci (Northwestern University)

A palestra “Accelerating ML for Science Applications” será apresentada pela Prof. Seda Ogrenci (McCormick School of Engineering, Northwestern University), no dia 12 de março, às 11:00, na sala I-105. A sessão será moderada por Tiago Carvalho (DEI).

Sobre a Palestra:

“Emerging open-source tools and methodologies targeting reconfigurable fabrics hold significant promise for lowering barriers to research, education, and innovation. There are exciting developments in diverse domains where such benefits are demonstrated. This talk will review active domains with needs and applications for real-time ultra low latency ML hardware and how open-source tools need to evolve to provide a multitude of features to enable design of hardware efficient and adaptive ML. As part of this discussion, examples of research directions in adaptive and resilient ML hardware synthesis flows developed in Dr. Ogrenci’s lab will presented.”

Sobre a Oradora:

“Seda Ogrenci is a Professor in the Department of Electrical and Computer Engineering (ECE), and in the Department of Computer Science (CS). She is the Director of the Computer Engineering Division of ECE. She has received her PhD degree in Computer Science from the University of California-Los Angeles. She is the co-author of over 140 peer reviewed publications and twelve patents on the subjects of Electronic Design Automation, Reconfigurable Computing, Thermal-Aware High Performance Computing, Computer Architecture, and Instrumentation for Real-Time ML for Experimental Sciences. She is the author of the book: Heat Management in Integrated Circuits: On-chip and system-level monitoring and cooling (Materials, Circuits and Devices). Seda Ogrenci serves on the editorial boards of the IEEE Transactions on Computer Aided Design and ACM Transactions of Reconfigurable Technology and Systems.”

Provas de Doutoramento em Engenharia Informática (ProDEI): ”Modular and Multi-Stage Semantic Perception System for Robotics”

Candidato:
Bruno Georgevich Ferreira

Data, Hora e Local:
27 de fevereiro de 2026, às 14h00 na Sala de Atos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Presidente do Júri:
Doutor Pedro Nuno Ferreira da Rosa da Cruz Diniz, Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Vogais:
Doutor João Alberto Fabro, Professor Associado do Departamento Acadêmico de Informática (DAINF) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Brasil;
Doutor Rui Paulo Pinto da Rocha, Professor Associado do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra;
Doutor André Monteiro de Oliveira Restivo, Professor Associado do Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto;
Doutor Armando Jorge Miranda de Sousa, Professor Associado do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (Orientador).

A tese foi coorientada pelo Doutor Luís Paulo Gonçalves dos Reis, Professor Associado do Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Resumo:

A evolução da robótica autónoma beneficia largamente da capacidade de construir representações ricas, navegáveis e semânticas do ambiente, ainda mais se partilhadas com humanos. Embora o advento dos grafos de cenas de vocabulário aberto impulsionados por Modelos Visão-Linguagem (VLMs) tenha revolucionado a perceção, estes sistemas enfrentam obstáculos críticos: altas taxas de alucinações (Falsos Positivos), falta de contexto espacial topológico e fragilidade operacional devido à forte dependência de conectividade. Esta tese propõe o Hybrid Inference Perception and Mapping System (HIPaMS), framework adaptável a um sistema alvo, como um sistema robótico que interage com humanos. O HIPaMS é uma framework modular projectado para preencher a lacuna entre low-level perception e high-level agentic reasoning. Uma Prova de Conceito (PoC) foi projectada para implementar o HIPaMS. Esta PoC melhora o processo de semantic mapping do state-of-the-art ConceptGraphs e introduz um sistema de interação refinado através de quatro contribuições principais. Primeira, introduz o Hybrid Adaptable Resource-Aware Inference Mechanism (HARAIM), que orquestra dinamicamente configurações e modelos internos com base na disponibilidade dos recursos em tempo de execução e da política de optimização. Este mecanismo permite que qualquer política de optimização adapte a operação do sistema robótico, possibilitando possivelmente zero downtime durante falhas de rede, graceful degradation e/ou eficiência operacional. Segunda, a pipeline de mapeamento semântico é estendida com rigorosos protocolos de filtragem de Falsos Positivos, engenharia de prompts baseada em personas e uma vasta recolha de informação semântica de forma otimizada durante o mapeamento. Terceira, uma rotina de segmentação semântica de ambientes é proposta para fornecer informação topológica ao mapa semântico durante a interação. Isto transforma detecções não estruturadas e ruidosas num grafo de cena organizado hierarquicamente, ancorando objetos dentro de regiões topológicas funcionais. Quarta, o sistema robótico incorpora agora uma base de conhecimento dinâmico via o Humanin- the-Loop (HITL) Agentic Retrieve Augmented Generation (RAG)-based Interaction System (HARBIS). Esta interface utiliza memórias de curto e longo prazo para compreender solicitações complexas em linguagem natural. Permite ao robô aprender continuamente com as interações do utilizador, abordar lacunas na perceção e conhecimento, manter a consistência temporal e reconhecer as suas limitações pedindo proativamente por clarificação. Foi conduzida uma validação extensiva em 30 ambientes diversos, envolvendo um total de 3300 solicitações interactivas (que dependem da qualidade do mapa semântico). A PoC testada processou 110 requisições do usuário por ambiente, categorizados em: direct (30), indirect (30), graceful failure (30), follow-up (10) e time consistency (10). Foi também realizado um estudo de ablação para identificar o impacto de componentes específicos da framework e da PoC. Os resultados mostram que a PoC reduz as deteções de Falsos Positivos em ≈ 86%, elevando a precisão de mapeamento semântico de um baseline de ≈ 0.28 para ≈ 0.68. Embora a filtragem estrita reduza o recall bruto, a integração de aprendizagem HITL aumentou a taxa de sucesso para a resolução de requisições para ≈ 0.81, comparado com valores de baseline de ≈ 0.48 e ≈ 0.55. Além disso, a PoC do HIPaMS reduziu os custos de inferência em nuvem até ≈ 84% durante mapeamento e mais de ≈ 95% em tarefas de interação, garantindo a estabilidade do sistema. A framework apresentada abre caminho para uma maior autonomia e eficiência robótica. A PoC apresentada demonstra uma performance elevada, particularmente para cenários centrados em humanos.

Palavras-chave: Mapeamento Semântico; Perceção de Vocabulário Aberto; Arquitetura de Inferência Híbrida; Framework Adaptável; Humano no Controle (Human-in-the-Loop); Geração Aumentada por Recuperação (RAG); Segmentação Topológica; Robot@VirtualHome; Modelos Visão-Linguagem; IA Agentiva; Robustez Operacional.

Creativity Talks | “Future Foods – Foods for the Future” pelo Prof. António Vicente (U.Minho)

A 18ª Creativitity Talk será dada por António Vicente, Professor Catedrático da U.Minho e investigador reconhecido, nacional e internacionalmente, pela sua imensa contribuição científica nas áreas da Biotecnologia e Bioengenharia Alimentar. Nesta palestra, iremos descobrir como tendências como clean label, alimentos funcionais e proteínas alternativas, aliadas a tecnologias como inteligência artificial e agricultura celular, estão a transformar a forma como comemos e produzimos alimentos.
Uma excelente oportunidade para perceber como podemos melhorar a saúde das pessoas e do planeta, e fazer parte desta mudança!

Transmissão online no dia 5 de março, às 17:30, no canal Youtube das Creativity Talks.

A moderação estará a cargo da Prof. Cláudia Gomes Silva, do Departamento de Engenharia Química e Biológica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Sobre a Palestra:

“Houve uma mudança significativa nas preferências, aceitação e necessidades dos consumidores nos últimos dez anos, que foi particularmente forte nos últimos cinco anos. As “principais tendências” são: Alegações de pureza (por exemplo, sem conservantes); Rótulos de pureza; Melhoradores do estilo de vida (por exemplo, alimentos altamente energéticos); Alimentos funcionais (por exemplo, com função nutracêutica); Alimentos minimamente processados (por exemplo, utilizando ingredientes naturais tanto quanto possível) e os chamados “alimentos verdes” (aproveitando os benefícios das plantas – por exemplo, substituição de proteínas animais por outras fontes de proteína).
Juntamente com esta mudança, existem dois grandes problemas relacionados com os alimentos que ingerimos: I) garantir a alimentação, a saúde e o bem-estar das pessoas e II) garantir a saúde do nosso planeta.
Ao responder ao problema I), os alimentos do futuro precisam de combater a desnutrição, reduzir a densidade calórica, reduzir a digestibilidade dos alimentos, aumentar a biodisponibilidade de micronutrientes, controlar a saúde intestinal, permitir uma nutrição personalizada e fornecer alimentos adequados para os idosos.
Para responder ao problema II), precisamos utilizar um conjunto de ferramentas para o futuro: biologia molecular, nanotecnologia, inteligência artificial, robôs e sensores, a chamada “agricultura celular” e a busca por fontes alternativas de proteínas.
Nesta palestra, serão apresentados os últimos desenvolvimentos realizados pelo nosso grupo de investigação para enfrentar alguns destes desafios, juntamente com a nossa visão sobre o que ainda precisa de ser feito e quais as parcerias importantes para nos levar ao futuro dos alimentos, produzindo alimentos para o futuro.”

Sobre o Orador:

António Vicente licenciou-se em Engenharia Alimentar pela Universidade Católica Portuguesa em 1994, obteve o seu doutoramento em 1998 e fez a sua habilitação em 2010 em Engenharia Química e Biológica pela Universidade do Minho. É professor no Departamento de Engenharia Biológica, que dirigiu antes das suas nomeações subsequentes como vice-reitor da Faculdade de Engenharia e diretor do Colégio de Doutoramento dessa universidade. Atualmente, é Reitor da Faculdade de Engenharia.
António Vicente é Membro Sénior e Especialista em Engenharia Alimentar pela Associação de Engenheiros Portugueses.
Como investigador, dedicou o seu trabalho ao desenvolvimento de sistemas micro e nanotecnológicos para aplicação no setor agroalimentar, à avaliação do seu comportamento em sistemas dinâmicos de digestão in vitro e ao estudo da influência da aplicação de campos elétricos em células e biomoléculas.
Publicou mais de 380 artigos em revistas internacionais ISI WOS, mais de 30 capítulos em livros de circulação internacional, mais de 400 artigos em congressos, 5 patentes e editou 5 livros científicos, obtendo um índice h de 95. Ganhou os Prémios Alimentação e Nutrição em 2015 e 2017 na categoria I&D. Durante seis anos (2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023), foi distinguido como Investigador Altamente Citado pela Clarivate Analytics e, nos últimos cinco anos (2020, 2021, 2022, 2023 e 2024) integrou a lista dos 2 % dos investigadores mais citados, de acordo com a lista publicada pela Universidade de Stanford. Em 2021, recebeu o Prémio de Mérito Científico da Universidade do Minho e o Diploma de Mérito Científico da Escola de Engenharia da Universidade do Minho anualmente desde 2021.

DEI Talks | “The Geometry of Logic” pela Prof. Cristina Videira Lopes (University of California)

A palestra intitulada “The Geometry of Logic” será apresentada pela Prof. Cristina (Crista) Videira Lopes, da University of California, na próxima quarta feira, dia 25 de fevereiro, às 14:00, na sala I-105. A sessão será moderada pelo Prof. Rui Maranhão (DEI).

Sobre a palestra:

“Large Language Models (LLMs) exhibit surprising reasoning capabilities, yet the internal mechanisms driving these behaviors remain opaque. We hypothesize that this emergence may be driven by soft stratification: the spontaneous (and inefficient) discovery of orthogonal subspaces that separate control flow from data flow. To explore this, we introduce the STRAT architecture (STratified Registers And Types), which imposes hard stratification by explicitly partitioning the embedding space.
We evaluate STRAT on algorithmic tasks requiring precise logical manipulation. Despite having no pre-programmed knowledge of those tasks, the model spontaneously discovers interpretable geometric topologies (e.g., antipodal operator separation) to solve the tasks. These geometric constraints also yield extreme data efficiency: models converge to the correct logical rules of arithmetic from as few as N=10 training examples. These results suggest that the stratification of the embedding space is a promising geometric substrate for neural logic.”

Sobre a Oradora:

Cristina (Crista) Videira Lopes is a Professor of Informatics in the School of Information and Computer Sciences at the University of California, Irvine. Her research focuses on programming and software engineering for large-scale data and systems. Early in her career, she was a founding member of the team at Xerox PARC that developed Aspect-Oriented Programming. Along with her research program, she is also a prolific software developer. Her open source contributions include being one of the core developers of OpenSimulator, a virtual world server. She is also a founder and consultant of Encitra, a company specializing in online virtual reality for early-stage sustainable urban redevelopment projects. Her book “Exercises in Programming Style” has gained rave reviews, including being chosen as “Notable Book” by the ACM Best of Computing reviews. She has a PhD from Northeastern University, and MS and BS degrees from Instituto Superior Tecnico in Portugal. She is the recipient of several National Science Foundation grants, including a prestigious CAREER Award. She claims to be the only person in the world who is both an ACM Distinguished Scientist and Ohloh Kudos Rank 9.

Arranca a 23ª Mostra da U.Porto

O Multiusos de Gondomar recebe a partir de hoje e até domingo, mais uma edição da Mostra da U.Porto. Serão 4 dias em que os visitantes serão recebidos por estudantes, docentes e técnicos das várias faculdades da U.Porto, Centros de Investigação, Serviços Centrais, Museus e UPTEC.

Através das dezenas de stands, os mais curiosos poderão experimentar inúmeras atividades interativas e conhecer assim a oferta formativa dos cursos de licenciatura e mestrado.

Os estudantes que pensam candidatar-se ao Ensino Superior, e suas famílias, terão a oportunidade de assistir a várias sessões de esclarecimento, através das conferências que cobrem um variado número de tópicos que passam sobre a transição do Ensino Secundário para o Ensino Superior, os apoios sociais a que poderão candidatar-se, e várias sessões de esclarecimento.

O stand de Engenharia Informática contará com a presença de vários estudantes do NIAEFEUP (Núcleo de Informática da Associação de Estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto), prontos para esclarecer as dúvidas dos visitantes sobre a Licenciatura e Mestrado em Engenharia Informática e Computação, e motivando-os a experimentar jogos interativos que permitem uma interação com o computador através de Visão por Computador.

Toda a informação sobre a Mostra e respetiva programação poderá ser vista no seu website. Os visitantes poderão ainda assistir ao evento online, uma alternativa ao presencial.

“EUGLOH [you·glow]: Rostos por trás da Aliança” – com António Coelho

A rede EUGLOH lançou a série “EUGLOH [you·glow]: Rostos por trás da Aliança“, que apresenta pessoas inspiradoras da comunidade EUGLOH.

Na sua mais recente entrevista apresentaram António Coelho, docente do DEI, que tem estado ativamente envolvido na EUGLOH desde as suas fases iniciais. O trabalho de António centra-se na inovação pedagógica, competências transversais e apoio a iniciativas que melhoram a empregabilidade e a aprendizagem ao longo da vida. Através do seu envolvimento com a EUGLOH, António tem contribuído para a conceção e realização de cursos intensivos mistos, conferências de investigação e outras iniciativas transformadoras que reúnem estudantes, professores e funcionários de toda a Europa.

De que forma fazer parte da EUGLOH influenciou o seu crescimento pessoal e/ou profissional?

Fazer parte da EUGLOH tem sido um enorme desafio e uma grande oportunidade. A Aliança incentivou-me a concentrar-me na inovação pedagógica, ampliando a minha compreensão dos serviços de carreira, da aprendizagem ao longo da vida e das estruturas que apoiam a empregabilidade dos estudantes. Também me proporcionou uma perspetiva internacional, permitindo-me aprender como diferentes universidades abordam o ensino, a aprendizagem e o desenvolvimento profissional — e integrar as melhores práticas de toda a aliança. Pessoal e profissionalmente, tem sido inspirador participar num projeto que visa moldar o futuro do ensino superior na Europa.

Qual foi a sua experiência ou momento favorito na EUGLOH até agora?

As minhas experiências favoritas foram os Cursos Intensivos Mistos. Estes cursos reúnem estudantes, funcionários e professores para resolver desafios de forma colaborativa em apenas uma semana. É incrível testemunhar a criatividade e o envolvimento dos participantes, e os resultados são frequentemente surpreendentes e altamente impactantes. Outro destaque foi a cocriação de cursos, como “Colocar os alunos em primeiro lugar: projetar a sala de aula do futuro”, onde diversos participantes — professores, funcionários e estudantes — trabalham juntos para projetar experiências de aprendizagem inovadoras que priorizam o bem-estar e a inclusão dos alunos. Essas experiências fornecem ideias e insights para a comunidade que posso aplicar diretamente nos meus próprios cursos, tornando-os profissionalmente gratificantes.

Qual é a sua iniciativa favorita da EUGLOH?

Valorizo todas as iniciativas que reúnem estudantes, professores e funcionários para promover a colaboração e a aprendizagem. Isso inclui cursos mistos, conferências de investigação de estudantes e a Cimeira Anual. Por exemplo, em 2024, a Cimeira Anual contou com dois vencedores do Prémio Nobel como oradores principais, moderados pelos próprios estudantes— uma demonstração impressionante do seu envolvimento e excelência. Estas iniciativas não só aumentam o conhecimento, mas também promovem os valores europeus, o intercâmbio cultural e as competências profissionais.

Na sua perspetiva, por que é que a EUGLOH é importante?

A EUGLOH dota estudantes e profissionais de competências técnicas e transversais, incluindo multidisciplinaridade e compreensão multicultural. Ao trabalharem em conjunto entre países, os participantes adquirem perspetivas diversas, promovendo o seu crescimento como cidadãos europeus capazes de enfrentar desafios globais. As universidades individuais podem não ter a escala ou a diversidade necessárias para competir internacionalmente, mas através da EUGLOH, aproveitamos as forças coletivas e a colaboração. Esta diversidade e unidade tornam a Europa um espaço mais forte e competitivo no ensino superior e na investigação, ao mesmo tempo que preparam os participantes para serem agentes de mudança positiva.