Cátia Teixeira brilha no Fórum do Centro de IA Responsável

O Centro de IA Responsável, liderado pela Unbabel, que tem a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) como centro de investigação do consórcio, realizou no dia 19 de novembro o Center for Responsible AI Forum ‘24, que, pela primeira vez, teve lugar no Porto, na Casa da Música. O evento reuniu startups de IA, centros de investigação e líderes da indústria para demonstrar seis produtos inovadores de Inteligência Artificial e discutir o impacto da IA na sociedade.

Durante o evento, foram anunciados os vencedores da 1ª edição dos prémios SPARK, que reconhecem os melhores trabalhos de investigação em IA Responsável entre alunos de mestrado e doutoramento. Entre os destaques, Cátia Teixeira, alcançou o 2º lugar dos 16 trabalhos a concurso, com a sua apresentação “Hubris Benchmarking with AmbiGANs”, desenvolvida no âmbito da sua tese de Mestrado em Engenharia e Ciência de Dados (MECD), em colaboração com Inês Gomes (estudante do Programa Doutoral em Engenharia Informática (ProDEI)) e Jan van Rijn (Professor na Leiden University).

Uma das principais limitações da I&D em ML/AI é a avaliação correta dos modelos e algoritmos. Estes modelos estão a assumir um papel cada vez mais importante na nossa sociedade e economia, mas a avaliação continua a centrar-se na precisão da previsão, que é reconhecidamente insuficiente. Cátia propôs o AmbiGANs, uma metodologia que gera conjuntos de dados de instâncias ambíguas para estimar se os modelos de previsão são demasiado confiantes.

O Fórum contou também com apresentações de outros estudantes do Departamento de Engenharia Informática, que exploraram novas metodologias para melhorar a avaliação de modelos e algoritmos:

Ricardo Inácio (estudante do Mestrado em Engenharia Informática e Computação (M.EIC), em curso) com Meta-learning and Data Augmentation for Stress Testing Forecasting Models, apresentado na Discovery Science;

Inês Gomes (estudante do ProDEI, em curso) com Finding Patterns in Ambiguity: Interpretable Stress Testing in the Decision Boundary, apresentado num workshop CVPR;

Luís Roque (estudante do ProDEI, em curso) com RHiOTS: A Framework for Evaluating Hierarchical Time Series Forecasting Algorithms, apresentado na KDD.

Além das apresentações académicas, o evento destacou-se por keynotes de renome, como Virginia Dignum (AI Advisory Body da ONU), Pedro Bizarro (Feedzai), Francisco Pereira (National Institute of Mental Health dos EUA), André Martins (Unbabel) e Pedro Saleiro (Opnova).

Com painéis como “AI Regulation – Time to (AI) Act”, o Fórum reforçou a importância de regular e utilizar a IA de forma ética e responsável, alinhando avanços tecnológicos com impacto positivo na sociedade.

DEI Talks | “Key Challenges in Cyber Security and Cyber Resilience” por José Alegria

A palestra intitulada “Key Challenges in Cyber Security and Cyber Resilience” será apresentada dia 27 de novembro, às 14:00, no anfiteatro B021, e será moderada pelo Prof. António Pimenta Monteiro.

Resumo:

“Cybersecurity and cyber resilience must be viewed holistically under an active doctrine covering five dimensions: A) Governance, B) Prevention, C) Protection, D) Early Detection and Fast Counterresponse, and, finally, F) Quick Recovery. Prevention and Protection are designed as “inhibitor” dimensions to minimize the probability of a cyber-attack materializing and succeeding.

In this talk, we will discuss this active cyber governance doctrine and identify key, challenging, new research areas.”

Sobre o Palestrante:

José Alegria (PhD) RedShift Board Advisor and CIIWA Ambassador and Strategy Advisor. Both focused on cybersecurity.

Former Chief Security Officer and CISO at Altice Portugal. Former Worldwide Coordinator of the CyberWatch Program at the Altice Group. Former Member of European Cybercrime Center (EC3) Advisory Group on Communication Providers at EUROPOL.

Previously, CTO at ONI Telecom, CEO of BanifServ, General Manager of IT Services at Banking Groups BBI/BFE and BFB/BPI, member of the Executive Board at IBM Portugal, and head of Data General’s European EuroACE competence center.

Senior Lecturer at New University of Lisbon, Computer Science Department. Fulbright-Hays and Gulbenkian Scholar at The Ohio State University, Columbus, OH, USA.

Over 25 years of experience in applying advanced software technology to cybersecurity (complex event processing, event correlation, new languages, multi-paradigm frameworks, actor systems, data science, and machine learning applied to cybersecurity).

Co-advised over 66 MSc Thesis in Cybersecurity-related fields.”

DEI Talks | “Evaluating Diversification in Group Recommendation of Points of Interest” pelo Prof. Frederico Durão

A palestra intitulada “Evaluating Diversification in Group Recommendation of Points of Interest” será apresentada dia 21 de novembro, às 15:00, na sala I-105, moderada pelo Prof. Rosaldo Rossetti (DEI).

Resumo:

“With the massive availability and use of the Internet, the search for Points of Interest (POI) is becoming an arduous task. POI Recommendation Systems have, therefore, emerged to help users search for and discover relevant POIs based on their preferences and behaviors. These systems combine different information sources and present numerous research challenges and questions. POI recommender systems traditionally focused on providing recommendations to individual users based on their preferences and behaviors. However, there is an increasing need to recommend POIs to groups of users rather than just individuals. People often visit POIs together in groups rather than alone. Thus, some studies indicate that the further users travel, the less relevant the POIs are to them. In addition, the recommendations belong to the same category, without diversity. This work proposes a POI Recommendation System for a group using a diversity algorithm based on members’ preferences and their locations. The evaluation of the proposal involved both online and offline experiments. Accuracy metrics were used in the evaluation, and it was observed that the level at which the results were analyzed was relevant. For the top 3, recommendations without diversity performed better, but diversification positively impacted the results at the top 5 and 10 levels.”

Sobre o Palestrante:

Frederico Araújo Durão é Professor Associado do Instituto de Computação da Universidade Federal da Bahia. Realizou a sua investigação pós-doc no Insight Centre for Data Analysis, University College Cork, Irlanda, em 2016/2017. Em 2012, obteve o seu PhD em Ciência da Computação pela Universidade de Aalborg, Dinamarca. Frederico Durão tem revisto e publicado vários artigos em conferências e revistas relevantes para as áreas de Sistemas de Informação, Sistemas de Recomendação e Web Semântica. Atualmente é investigador sénior e líder de projeto do Grupo de Investigação RecSys no Brasil.

DEI Talks | “Insert Coin” – A long-term study of education gamification pelo Prof. Daniel Gonçalves

A palestra ““Insert Coin” – A long-term study of education gamification” será apresentada dia 9 de dezembro, às 15:00, na sala I-105, moderada pelo Prof. Daniel Mendes (DEI).

Resumo:

“Atualmente, a educação continua a seguir, na maior parte das vezes, o paradigma tradicional de ensino baseado em aulas expositivas, que tem sido a abordagem principal há mais de um século. Isto vai contra a atual dinâmica de aprendizagem pessoal, num mundo em que a informação está cada vez mais ao alcance dos nossos dedos. Este desfasamento entre as expectativas dos alunos e a prática na sala de aula tem um impacto direto no seu interesse, empenho e vontade de aprender. A gamificação tem-se mostrado promissora, nos últimos anos, como uma forma de trazer uma experiência semelhante a um jogo para vários contextos, incluindo a educação. Ao utilizá-la, a aprendizagem torna-se um jogo, esperando-se um aumento da motivação e, consequentemente, dos resultados da aprendizagem. Durante um período de treze anos, gamificámos uma unidade curricular de mestrado, “Produção de Conteúdos Multimédia”. Tentámos apelar à natureza de jogador dos alunos e proporcionar-lhes uma experiência flexível que lhes permitisse exercer a sua autonomia. Apresentaremos a forma como a experiência de jogo evoluiu ao longo desse período e as lições aprendidas com base nas expectativas e reações dos alunos neste contexto. Além disso, rapidamente se tornou claro que nem todos os alunos reagem à experiência gamificada da mesma forma. Podemos traçar o seu perfil utilizando uma taxonomia de quatro clusters, que tem demonstrado resiliência ao longo dos anos e que serve de base a uma experiência de aprendizagem adaptativa que nos permitirá, finalmente, afastarmo-nos da abordagem monolítica do mesmo ensino para todos.”

Sobre o palestrante:

Daniel Gonçalves é Professor Catedrático no Departamento de Informática do Instituto Superior Técnico – Universidade de Lisboa, e investigador na área de Computação Gráfica e Interação do INESC-ID, onde se especializou em Interação Humano-Computador (IHC), em particular em Gamificação Educacional e Visualização de Informação. Com uma prolífica produção académica, é autor de mais de 200 artigos científicos e de um livro de texto sobre IHC, orientou 11 alunos de doutoramento e mais de 100 de mestrado, e desempenhou um papel de destaque em vários projetos de investigação na área.

Residência artística do CAM da Gulbenkian atribuída a Alumna PDMD

Francisca Rocha Gonçalves, alumna do Programa Doutoral em Media Digitais, viu o seu projeto Underwater Ecotones no pódio dos três projetos escolhidos para as residências artísticas “Bauhaus of the Seas Sails”, uma iniciativa do CAM (Centro de Arte Moderna da Gulbenkian) em colaboração com os municípios de Lisboa e Oeiras.

A Residência “Arte & Ciência – A Call to the Sea” com o projeto Underwater Ecotones será liderado por Francisca Rocha Gonçalves (PT), em colaboração com Akira Kira, também alumna do Programa Doutoral em Media Digitais (PT), Johannes Goessling (DE) e Pedro Frade (PT), e propõe a investigação de paisagens sonoras, ruídos e vibrações subaquáticas, numa relação direta com espécies vivas, existentes na coleção do Aquário Vasco da Gama. Underwater Ecotones pretende ainda repensar o espaço museológico, imaginando as possibilidades e o impacto do que poderá vir a ser um museu-aquário no futuro.

Os três projetos colaborativos vencedores “têm em comum a capacidade de conjugar a arte com domínios tão diversos como a ciência, a gastronomia e o design, sob o mote da sustentabilidade e da relação com o ambiente marinho local – o estuário, o rio e o oceano.” Os projetos serão desenvolvidos até fim de dezembro e culminarão em instalações artísticas que se esperaram estar disponíveis para visita em fevereiro de 2025.

O trabalho de investigação de Francisca em ecologia acústica centra-se nos efeitos das vibrações subaquáticas e no movimento das partículas, explorando a forma como o ruído antropogénico afeta a vida aquática. Ao utilizar a arte sonora e as tecnologias criativas procura aumentar a consciencialização social e ambiental, traduzindo a investigação científica em expressões artísticas acessíveis. O seu trabalho oferece novas perspetivas não só para composições musicais, mas também para atuações ao vivo que promovem uma ligação mais profunda entre os seres humanos e o mundo natural.

Francisca apresentou também recentemente no Boil Festival (Serralves) a instalação ± 5.965 Fathoms, desenvolvida em colaboração com o artista digital Maotik, que imagina um ambiente especulativo inspirado nas profundezas da Fossa das Marianas (situado a leste das Filipinas é o local mais profundo do planeta com 10994 metros de profundidade). O mar profundo existe num complexo de extremos onde o som, a luz e o movimento são transformados pela pressão e pelo isolamento. O mar profundo existe num complexo de extremos onde o som, a luz e o movimento são transformados pela pressão e pelo isolamento.

Através de paisagens sonoras imersivas e elementos visuais, este trabalho AV convida o público a experimentar o mundo invisível do oceano profundo, onde a bioluminescência cintila na escuridão total e as vibrações de baixa frequência dão o tom.

Nestas profundidades, a luz mal penetra e o som transforma-se em ecos estranhos e reverberantes.

O público foi convidado a interpretar o que a vida e o som podem sentir nestes ambientes extremos sob imensa pressão, onde a linha entre a realidade e a imaginação se esbate.

O portfólio da artista pode ser visto na sua página web.

“A IA morreu. Longa vida à IA!“ por Carlos Soares

Carlos Soares, docente do DEI e investigador em Inteligência Artificial e Machine Learning, participou no passado dia 6 de novembro, numa reunião executiva da Câmara Municipal de Matosinhos, apresentando um seminário intitulado “A IA morreu. Longa vida à IA!“, que serviu de base para um discussão sobre as oportunidades e riscos desta tecnologia, no âmbito da administração pública e local, mas também na sociedade em geral.

Compreender o potencial impacto da transformação provocada pela Inteligência Artificial na criação de valor das organizações e melhorar o ‘QI digital’ dos elementos executivos envolvidos – só desta forma será possível conhecer o essencial dos novos conceitos da Inteligência Artificial antes da sua integração nos processos, permitindo um envolvimento mais eficaz dos órgãos de governança e gestão, nos temas da Transformação Digital apoiada por essa tecnologia” refere Carlos Soares.

Durante a sessão foram abordadas questões que permitiram apresentar ao Executivo da Câmara Municipal de Matosinhos o potencial mas também os desafios de aplicar IA nas organizações:

– Situação atual da IA e do hype respetivo: o progresso recente da IA colocou a área sob os holofotes da comunicação social comum, alternando entre o anúncio de uma vida melhor para todos e o fim do mundo. O objetivo é clarificar a diferença entre a histeria e a realidade sobre esse progresso;

– Como obter valor para as organizações através de LLMs: a face mais visível do progresso em IA são os Large Language Models (LLM), popularizados em sistemas com o ChatGPT. O objetivo é perceber o que são realmente, que valor pode ser obtido pela sua utilização mas também quais são as limitações e riscos respetivos;

– Como obter valor para as organizações com outros dados: os LLMs representam apenas uma parte muito limitada do potencial da IA, apesar da sua notoriedade pública. O objetivo é ilustrar o potencial da aplicação de outras técnicas de IA, muitas vezes com maior valor potencial do que as LLMs.

O docente do DEI acrescenta ainda que “a preocupação é apresentar os conceitos de uma forma acessível a pessoas que não tenham um perfil tecnológico, mas, simultaneamente, suficientemente profunda para que fiquem a saber os princípios gerais de funcionamento de sistemas como o ChatGPT.”

Ana Paiva nomeada para a direção da Informatics Europe

A docente e subdiretora do DEI, Ana Cristina Ramada Paiva, foi recentemente nomeada para o Board da Informatics Europe, para um mandato de 3 anos (2025-2027).

O comité de nomeação desta organização, cuja origem remonta a 2005, foi unânime em propor o nome da docente do DEI para um cargo na Direção do IE, reconhecendo o seu trabalho de investigação em Engenharia de Software e a sua vontade de contribuir para a comunidade.

Ana Paiva sobre o seu novo desafio diz-nos que “Pertencer à direção do IE significa poder dar voz a Portugal no contexto Europeu e contribuir para a sua missão, nomeadamente, na capacitação e união da comunidade de informática da Europa e na elaboração de políticas da informática para a educação, investigação e impacto social.”

As origens da Informatics Europe remontam à primeira Cimeira Europeia de Ciências Informáticas (ECSS), realizada na ETH Zurique em 2005 (mais tarde rebatizada de Cimeira Europeia de Líderes Informáticos em 2024), reunindo pela primeira vez diretores de departamentos de Informática e Ciências de Computação de toda a Europa. Para além das palestras, painéis e workshops, o resultado mais importante da Cimeira foi a opinião unânime de que os cientistas informáticos europeus necessitavam urgentemente de uma organização com objetivos e âmbito semelhantes aos do CRA (Computer Research Association), nos EUA, alargados – à luz da situação na Europa, de modo a abranger tanto o ensino como a investigação. Consequentemente, foi criada a “Organização Europeia Universitária e de Investigação para as Tecnologias da Informática e das Ciências da Computação (EuroTICS)”, com o objetivo de se tornar a voz reconhecida da comunidade informática europeia, incluindo universidades e centros de investigação. O nome da organização foi posteriormente alterado para “Informatics Europe”.

A organização representa a comunidade académica e de investigação em Informática (ou Ciência de Computadores) na Europa. Reunindo departamentos universitários, laboratórios de investigação e indústria, a IE tem cerca de 200 instituições membros em mais de 30 países, ligando mais de 50.000 investigadores de informática na Europa e não só. A IE é criadora de uma voz forte para promover posições concertadas, atuando sobre prioridades partilhadas na educação, investigação, transferência de conhecimentos e impacto social da Informática.

Em Portugal conta com as seguintes instituições membros: Universidade do Porto (DEI/FEUP), Universidade Nova de Lisboa (NOVA LINCS) e Instituto Politécnico de Leiria (ESTG).

+ info sobre os seus projetos e serviços.

Luís Wolffrom Barbosa da L.EIC na lista dos bolseiros Gulbenkian Novos Talentos

Já são conhecidos os 100 selecionados pelo programa Bolsas Gulbenkian Novos Talentos, um programa que tem como objetivo detetar e apoiar o talento de estudantes com um desempenho escolar excecional e estimular a iniciação à investigação nas áreas de ciência básica: biologia, física, matemática e química, bem como em qualquer área das humanidades, das artes e das ciências sociais.

Entre os 100 bolseiros selecionados destacam-se 18 estudantes da Universidade do Porto, ligados às áreas de Biologia, e Ciências Sociais, Física, Humanidades, Matemática e Química. É nesta shortlist que encontramos Luís Wolffrom Barbosa, estudante do 2º ano da L.EIC que terminou o 1º ano do curso com uma média de 19,35 valores.

Luís diz-nos que o que o levou a concorrer foi “a vontade de explorar a ligação entre a Matemática e a Informática e aproveitar para conhecer melhor alguns dos ramos por que posso optar no futuro.” Motivaram-no também as atividades e os eventos oferecidos ao longo do programa e a possibilidade de contactar com os restantes bolseiros. “É uma honra ser bolseiro Gulbenkian e espero estar à altura do desafio!” confessa-nos o estudante que ainda não sabe o caminho que seguirá depois de terminar a licenciatura mas sabe que quer continuar a aprender e a aprofundar os seus conhecimentos e, o mais importante, fazer o que gosta!

As Bolsas Gulbenkian Novos Talentos destinam-se a estudantes a frequentar o 2.º, 3.º ou 4.º anos de cursos de licenciatura ou de mestrado integrado, ou o 1.º ano de cursos de mestrado, em IES portuguesas, com uma média igual ou superior a 16,5 valores, até ao momento da candidatura.

Com um valor que pode ascender aos 3.500 euros, a bolsa inclui um apoio – no valor de 1.000 euros – que visa assegurar o prosseguimento de estudos dos bolseiros, nomeadamente para o pagamento de propinas e para estímulo à investigação.

O restante valor – 1.500  euros – destina-se a “atividades de enriquecimento de talento”, nomeadamente: cursos de formação avançada; participação em conferências e escolas de verão; estágios, cursos de línguas, aquisição de livros e material de laboratório, entre outros.

Os candidatos cujo agregado familiar apresente um rendimento per capita anual inferior a 12 mil euros terão igualmente direito a um apoio social complementar no valor de 1.000 euros.

As bolsas incluem ainda um programa imersivo de enriquecimento de talento. Os bolseiros são apoiados por tutores e por uma comissão científica, ambos professores de reconhecido mérito, que através de um diálogo permanente, acompanham os bolseiros ao longo do trabalho de investigação, desenvolvendo a excelência através do contacto com a excelência.

Mais do que uma mera bolsa, o programa Novos Talentos inclui retiros científicos, uma experiência única que combina atividades científicas, com atividades culturais e sociais, no ambiente especial da Fundação Gulbenkian.

MIUP – Maratona Inter-Universitária de Programação 2024

No passado sábado, dia 26 de outubro, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA-UA), recebeu mais uma edição da MIUP – Maratona Inter-Universitária de Programação, evento anual organizado por diferentes universidades portuguesas há mais de 2 décadas.

Durante 5 horas a prova de programação foi disputada por várias equipas com um máximo de 3 elementos cada, onde os estudantes universitários tiveram que resolver entre 9 a 11 problemas distintos recorrendo às linguagens de programação C, C++, Java e Python 3.

A Universidade do Porto participou com 3 equipas:

– “TSP – Tiny Silly Problem”, com 1 elemento do M.EIC (Marco Filipe Gonçalves Vilas Boas), 1 do M.IA (Félix Marcial Alves Martins) e 1 do M:CC, tendo ficado em 2º lugar e alcançado a medalha de prata;

– “Long long main”, com 3 elementos da L.EIC (Luis Wolffrom Barbosa, Luís Miguel Costa Gonçalves e Sofia Rebelo Sá e Sousa), tendo alcançado o 4º lugar e a medalha de bronze;

– “Debuggers da Tasca”, com 1 elemento do PDCC (ex. MEIC), 1 do M:SI, e 1 do M:CC, tendo ficado em 11º lugar.

André Restivo, docente do DEI, e Pedro Ribeiro, docente da FCUP, ambos membros da Comissão Científica da MIUP, treinaram as 3 equipas (as duas primeiras com Pedro Ribeiro como co-coach, e a terceira com André Restivo como co-coach).

Foi mais uma maratona que para além da competição ficou marcada pelo convívio e a troca de experiências entre estudantes e professores, características deste evento que já se realiza desde 2001.

Estas 3 equipas da Universidade do Porto irão representar a instituição no Southwestern Europe Regional Contest (SWERC) que se realizará este ano de 29 de novembro a 1 de dezembro no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.

SciTeCh 2024 powered by BEST Porto

O BEST Porto promoveu nos dias 26 e 27 de outubro, mais uma edição do SciTeCh, este ano acolhida pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

A competição de ciência e tecnologia, que procura desafiar os estudantes da FEUP e da FCUP, estimulando o seu espirito crítico e pensamento criativo, decorreu em dois dias, em duas modalidades diferentes: Team Design e Hackathon.

Na primeira os participantes devem projetar e construir um dispositivo funcional como solução para um problema em tempo limitado e com materiais limitados, que responda de forma adequada às exigências e testes de um problema apresentado. Já na modalidade Hackathon, os desafios propostos podem envolver a otimização de algoritmos para melhorar eficiência, a criação de interfaces de usuário ou a aplicação de inteligência artificial e machine learning para analisar dados e automatizar processos.

Foi nesta última que encontramos a equipa “Kebabs”, composta por estudantes da L.EIC, que alcançou o 1º lugar, num desafio onde tiveram que desenvolver um algoritmo inteligente para gestão de stocks, com foco em eficiência e otimização. Desde a criação de notas de encomenda automatizadas até à análise cuidadosa de dados fornecidos, cada equipa teve a oportunidade de resolver este desafio complexo num contexto próximo da realidade.

Os restantes lugares desta modalidade foram ocupados pelas equipas “Infinity” (formada por estudantes da FEUP e FCUP) e “Marretas” (formada por estudantes da L.EEC (FEUP), da L.EIC e do M.IA (ambos FEUP e FCUP)). Na modalidade Team Design destacamos ainda o 2º lugar da equipa “AMTI”, formada também por estudantes da L.EIC.

Estão todos de parabéns!

Todos os estudantes que participaram na competição terão a creditação de 1,5 ECTS no âmbito do respetivo curso, para além dos prémios e do conhecimento adquirido na semana anterior ao evento, em formações de Pitch, Eletrónica, Ferramentas e IT.